Justiça de SP reduz pena e Cabo Bruno pode ser solto

Acusado de matar ao menos 50 pessoas, o ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, o Cabo Bruno, teve sua pena reduzida e pode ser solto, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Cabo Bruno ficou conhecido na década de 1980, quando estaria no comando de um esquadrão da morte. Depoimentos afirmam que a maioria eram bandidos da periferia da zona sul de São Paulo.

GHEISA LESSA, Agência Estado

23 de agosto de 2012 | 14h17

O indulto pleno, determinado na quarta-feira pela 2ª Vara de Execuções de Taubaté, no interior do Estado, declara extintas as penas privativas de liberdade e concede o alvará de soltura. De acordo com a sentença, o Cabo Bruno foi condenado a 117 anos, quatro meses e três dias de reclusão. O agente militar foi preso em 26 de setembro de 1983 e deve ser solto nos próximos dias, após ter cumprido 28 anos da pena.

Durante o período de reclusão, a Justiça registrou três fugas, sendo a última recaptura em maio de 1991. Após cumprir 20 anos de prisão ininterrupta, o acusado adquiriu o direito de indulto, afirma o documento, no dia 29 de maio de 2011. Conforme a decisão, Oliveira se comportou bem durante o cumprimento da pena, sem cometer faltas disciplinares. O documento é assinado pela juíza Marise Terra Pinto Bourgogne de Almeida.

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