Justiça decreta ilegal greve da educação em Alagoas

A juíza Ester Manso, da Vara da Fazenda Estadual, decretou hoje a ilegalidade da greve dos professores e demais trabalhadores da educação em Alagoas. Ester Manso determinou ainda o imediato retorno dos servidores às atividades na rede pública estadual de ensino, caso contrário o sindicato da categoria estará sujeito a multa de R$ 20 mil por dia. A magistrada também considerou legal o desconto dos dias parados nos salários dos grevistas, assim como a abertura de processo administrativo disciplinar por abandono de cargo.

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

25 Agosto 2009 | 20h10

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal) ainda não se manifestou a respeito da decisão da juíza. Os servidores estão em greve há quase um mês, se contar com a primeira paralisação de 15 dias, deflagrada no final de julho. Eles reivindicam reajuste salarial de 15%, a contratação imediata dos aprovados no concurso público de 2005, melhores condições de trabalho e a recuperação do Centro de Pesquisa Aplicadas (Cepa), cujo parque olímpico está abandonado.

Segundo o sindicato, a greve atinge 80% das escolas. O governo do Estado alega que não tem condições de pagar o reajuste, usando como argumento a Lei de Responsabilidade Fiscal - que seria desrespeitada, caso o reajuste fosse liberado. Os demais itens da pauta o governo aceita negociar, como já adiantou o secretário estadual de Educação, Rogério Teófilo. Ele também propõe uma auditoria nas contas da Educação, para mostrar que o governo não tem conceder o reajuste.

Mais conteúdo sobre:
greveeducaçãoAlagoas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.