Justiça do Rio condena invasores do Intercontinental

A juíza Angélica dos Santos Costa, da 25ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), condenou, na segunda-feira, nove acusados de invadir o hotel Intercontinental, em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, e manter por três horas 35 pessoas reféns, entre hóspedes e funcionários. O caso ocorreu na manhã de 21 de agosto de 2010 e teve repercussão internacional.

MARCELO GOMES, Agência Estado

22 de janeiro de 2013 | 15h02

Alan Francisco da Silva, Vinícius Gomes da Silva, Washington de Jesus Andrade Paz, Rogério Avelino da Silva, Davi Gomes de Oliveira, Jackson Nascimento Gomes da Silva e Técio Martins da Silva foram condenados a 14 anos de reclusão e um ano de detenção. Victor Gomes Elói foi condenado à pena de 18 anos e três meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção. Já Ítalo de Jesus Campos pegou 16 anos de reclusão e um ano e três meses de detenção, todos em regime inicialmente fechado. Eles responderam pelos crimes de cárcere privado, sequestro, associação para o tráfico, porte de arma e resistência à prisão.

O processo em relação a Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ex-chefe do tráfico da Rocinha, foi desmembrado e ainda não foi julgado. Ele responde pelos mesmos crimes. Nem está preso desde novembro de 2011, quando teve início o processo de pacificação das favelas da Rocinha e do Vidigal.

Fortemente armados, os bandidos saíam de uma festa no Vidigal e seguiam para a vizinha Rocinha, quando se depararam com policiais militares na Avenida Niemeyer. Houve uma intensa troca de tiros. Parte do grupo invadiu o Intercontinental, que fica na mesma rua, e manteve 35 reféns na cozinha do hotel. Os nove criminosos se entregaram após horas de negociação com PMs do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Dois dias depois, eles foram enviados para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. Em dezembro de 2011, o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do TJ-RJ, soltou sete deles. Em janeiro de 2012, outros dois foram libertados. O desembargador alegou que os réus estavam sofrendo constrangimento ilegal por estarem presos temporariamente por tempo seis vezes superior aos 81 dias previstos em lei.

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