Justiça do RJ celebra união homoafetiva de 43 casais

O Rio de Janeiro celebrou hoje a união estável de 43 casais homossexuais. Entre os casais, estavam o jornalista Léo Mendes, de 47 anos, e o estudante Odílio Torres, de 21, que haviam tido seu registro de sua união cancelado na sexta-feira, 10, pelo juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, da 1º Vara da Fazenda Pública de Goiânia. A decisão do magistrado foi anulada ontem, e o registro revalidado - mas os dois decidiram realizar novamente a união.

BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

22 Junho 2011 | 19h59

"Já estávamos no Rio quando a decisão do juiz foi derrubada e havíamos gastado dinheiro com passagens e hospedagens, então decidimos ficar. Com um segundo registro, temos uma segurança maior para a união e também damos uma resposta política contra esse absurdo", disse Léo.

Os dois afirmaram que esperam que Villas Boas seja punido por ter contrariado uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em maio havia reconhecido a união estável homoafetiva.

A cerimônia coletiva de união foi conduzida pelo desembargador Siro Darlan, que defendeu o registro da união entre pessoas do mesmo sexo. "O papel do Estado e do Direito é de acolher, não de rejeitar. Já é passado o tempo em que as pessoas se incomodavam com a preferência sexual alheia", afirmou Darlan.

Com vestidos brancos, a coordenadora de marketing Elizabeth Cunha, de 29 anos, e a supervisora de vendas, Flávia Nogueira, de 27, celebraram pela segunda vez a união que começou há seis anos. As duas haviam participado de uma cerimônia em um templo de umbanda em 2009, mas só tiveram seu registro oficializado hoje.

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