Justiça italiana reconhece direitos de pai homossexual

O tribunal de Bolonha atribuiu guarda compartilhada da uma menina de 10 anos, reconhecendo direito de gay

Ansa

22 de julho de 2008 | 20h35

O tribunal de Bolonha, norte da Itália, concedeu nesta terça-feira, 22, a guarda compartilhada de uma menina de 10 anos a um casal que se separou porque o pai é homossexual.   "O simples fato de um dos pais ser homossexual não justifica - e não concede um motivo - a escolha restritiva da guarda exclusiva", explicaram os juízes do caso.   Trata-se de uma das primeiras decisões desse tipo na Itália, segundo afirmou a advogada do pai da criança, Rita Rossi.   O casal permaneceu junto por oito anos, até o marido revelar que era homossexual. Após a separação, a guarda da menina foi concedida à mãe de forma consensual, e o pai poderia vê-la quando desejasse, mediante um acordo prévio com a ex-mulher.   Porém, a mãe da garota começou a dificultar as visitas do pai, que por isso pediu em maio passado a guarda compartilhada, como prevê uma lei italiana de 2006.   A mulher declarou que se opunha às visitas porque o pai não é "adequado" e que também negou o pedido do homem de passar um fim de semana com sua filha na ilha grega de Samos. Segundo ela, o local é muito visitado por homossexuais e a garota poderia assim descobrir a orientação sexual do pai, a qual ainda desconhece.   O pai declarou diante dos juízes que é perfeitamente capaz de cuidar da filha, e que havia escolhido para as férias um resort na Grécia destinado a famílias.

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