Justiça libera 21 envolvidos no Caso Tayná, no PR

O delegado Silvan Pereira, acusado de torturar quatro jovens para que eles confessassem o homicídio e estupro da garota Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, pagou fiança de R$ 10 mil e vai acompanhar o caso em liberdade. Ele estava detido na Delegacia do Cope desde a primeira quinzena de julho. A decisão foi tomada no dia 25 pela juíza Aline Passos, da 1ª Vara Criminal de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

JULIO CESAR LIMA, Agência Estado

28 de outubro de 2013 | 20h17

Outras 20 pessoas envolvidas no caso - incluindo 16 policiais, guardas municipais e agentes penitenciários - também tiveram prisões revogadas, mas só deixarão a delegacia de Furtos e Roubo de Veículos, onde estão detidos, caso paguem a fiança, o que não havia acontecido até o início da noite desta segunda-feira, 28.

Em entrevista à Rádio Banda B, o advogado de Pereira, Cláudio Dalledone, disse que a complexidade do caso foi um dos motivos para a liberação dos acusados. Ele deve pedir também a revogação do pagamento de fiança para os outros policiais, que, segundo ele, não possuem recursos para o pagamento. "O doutor Silvan já pagou o valor da fiança e em breve estará em liberdade. Os outros policiais, por possuírem renda mais baixa, ainda não conseguiram arrecadar o valor", explicou. As primeiras audiências do caso devem acontecer em maio de 2014.

Mesmo com a revogação da prisão, a Justiça determinou o afastamento dos envolvidos da atividade policial, o comparecimento a cada dois meses à Justiça e a proibição de se ausentarem por mais de dez dias da cidade onde residem. Eles também não podem ter qualquer tipo de contato com os quatro rapazes anteriormente presos e que agora estão no programa de proteção a testemunhas.

Em sua decisão, a juíza afirmou que não havia mais motivo para manter os suspeitos presos "uma vez que as supostas vítimas foram incluídas no programa de proteção a testemunhas e os réus são servidores públicos, com residência fixa e colaboraram com a Justiça", conclui.

Logo após a morte de Tayná, os quatro rapazes foram presos, mas em seguida liberados, sob a alegação de que haviam confessado o crime sob tortura. A investigação estava sob a responsabilidade de Silvan Pereira, libertado nesta segunda. Já o delegado Cristiano Quintas, da delegacia de Homicídios pediu no último dia 10, ao Ministério Público, a prorrogação do prazo para a continuidade das investigações. O caso continua sem solução.

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