Justiça manda soltar os 4 estudantes presos

A Justiça de São Paulo mandou soltar os quatro estudantes do Mackenzie e outras dez pessoas presas em flagrante por supostos atos de vandalismo nos protestos de terça-feira, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Todos, porém, tiveram de passar pelo menos mais uma noite no Centro de Detenção Provisória II de Pinheiros. Os alvarás para a libertação não foram expedidos, porque o expediente dos fóruns da capital terminou mais cedo, às 15h30, por causa da manifestação de ontem.

LUCIANO BOTTINI FILHO, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 08h33

"É uma coisa completamente absurda. O juiz reconhece que a prisão não procede, mas eles continuam presos por causa do horário", diz o advogado Flávio Golberg, que, além dos universitários, defende também o skatista Luis Fernando Martins Calado.

Após a decisão da juíza Flávia Castellar Olivério, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), todos eles terão de pagar fiança no valor de cinco salários mínimos (R$ 3.390), com exceção do presidente do Diretório Acadêmico de Comunicação e Artes do Mackenzie (Dacam), Luis Felipe Carneiro de Sousa, de 20 anos. Ele teve a prisão revogada, pois a juíza entendeu que os PMs não citaram seu nome nos depoimentos do flagrante.

Segundo a defesa, a ocorrência registrada pela PM, que inclui formação de quadrilha, resistência, crime de dano, desacato e incêndio, é genérica e não permite identificar a conduta de cada envolvido. De acordo com a polícia, eles incendiaram um quiosque e tentaram agredir os policiais quando foram abordados. Os estudantes argumentam que queriam evitar que vândalos depredassem o local e foram pegos no meio da confusão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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