Justiça nega liberdade para suspeitos do caso Bernardo

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou o habeas corpus pedido pela defesa dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, presos preventivamente sob acusação de participação na morte e ocultação de cadáver do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 7, por 2 votos a um no caso de Evandro, e por unanimidade, no caso de Edelvânia.

ELDER OGLIARI, Estadão Conteúdo

07 de agosto de 2014 | 19h09

O juiz convocado Fábio Vieira Heerdt, relator dos recursos contra decisão de primeiro grau, que já havia negado a liberdade aos irmãos, entendeu que "a prisão é necessária, pelo menos neste momento processual, para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal".

O crime que chocou o País ocorreu no dia 4 de abril. Segundo a acusação, a madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, acompanhada de Edelvânia, aplicou uma injeção letal no garoto e, com ajuda da amiga, enterrou o corpo em um matagal de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos, onde fica a casa da família, em buraco que havia sido aberto por Evandro.

O Ministério Público também sustenta que o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, foi mentor do plano. Todos os participantes teriam interesses financeiros. O médico e a madrasta nos bens que Bernardo herdaria da mãe, que se suicidou em 2010. E os irmãos no pagamento prometido por Graciele.

Leandro e Evandro negam envolvimento com o crime. Graciele admite que o garoto morreu em suas mãos, mas sustenta que o motivo foi ingestão acidental de medicamentos em excesso. Edelvânia assegura que não participou do "evento morte".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.