Justiça nega pedido e mantém pena de 39 anos para Suzane

Defesa queria que a condenação não levasse em conta as qualificadoras, itens que fazem a pena aumentar

Amanda Valeri, da Agência Estado,

19 Fevereiro 2008 | 16h08

O ministro Nilson Naves, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve nesta terça-feira, 19, a condenação da estudante Suzane Louise Von Richthofen a 39 anos e seis meses de prisão pela morte dos pais, Marísia e Manfred, em outubro de 2002.  Com a decisão, o pedido dos advogados da estudante para a diminuição da pena não foi atendido.   Veja também: Suzane Von Richthofen pede ao STJ anulação do júri TJ reduz 6 meses da pena de Suzane e irmãos Cravinhos Justiça nega anulação de julgamento de Suzane Von Richthofen    No pedido, protocolado em 7 de janeiro, a defesa queria que a condenação não levasse em conta as qualificadoras - itens que fazem a pena aumentar.   No caso de Suzane, as qualificadoras são: motivo torpe, meio cruel e o fato de ter cometido o assassinato sem que as vítimas pudessem se defender.   "O que levou o juiz do processo e, conseqüentemente, o Tribunal a adotar a posição que acabou sendo adotada foi a existência de prova do meio cruel", declarou o ministro Naves.   "Daí, querendo eu rever essa posição, haveria de enfrentar o ponto relativo às provas, se elas existem ou não; enfim, haveria de apreciar provas. Mas isso é vedado pela Súmula 7", acrescentou.   De acordo com o STJ, "a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial".   A estudante está presa na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. Também foram condenados os irmãos Daniel - namorado de Suzane na época do crime - e Cristian Cravinhos

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