Justiça pede prisão de acusado de trabalho escravo

A Justiça Federal no Pará decretou a prisão preventiva do empresário Agenilson José dos Santos, acusado pelo Ministério Público Federal do Pará de submeter 163 pessoas a trabalho escravo em Placas, no oeste do Estado. A determinação foi tomada para evitar que o empresário continue atrapalhando as investigações, segundo o Ministério Público Federal. Outros quatro dirigentes da empresa Perfil Agroindústria Cacaueira e dois comerciantes que, com a aprovação da Perfil, obrigavam os trabalhadores a comprarem exclusivamente em seus estabelecimentos todos os materiais para o cultivo do cacau, também foram acusados. De acordo com depoimento citado na decisão, para ameaçar as testemunhas, o empresário chegou a citar o caso Dorothy Stang, missionária assassinada em 2005 no Pará por defender trabalhadores rurais. Dos 163 trabalhadores encontrados em condições semelhantes às de escravos, durante operação feita em setembro, por integrantes do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, 30 eram crianças ou adolescentes (22 com idade até cinco anos e oito com idade de cinco a 13 anos). Também foram encontradas armas e munição em poder do empresário.

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