Justiça suíça aceita libertar Polanski após receber fiança

O Tribunal Penal Federal Suíço autorizou ontem a libertação do cineasta Roman Polanski, mediante o pagamento de fiança de US$ 4,5 milhões. O célebre diretor de O Pianista e O Bebê de Rosemary foi detido no dia 26 de setembro ao chegar ao aeroporto de Zurique, onde seria homenageado em um festival de cinema local. A detenção foi realizada em resposta a uma ordem de busca emitida pelos EUA, de onde tinha fugido em 1978 após ter sido declarado culpado de ter mantido relações sexuais com uma adolescente de 13 anos um ano antes.

Agências internacionais, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2009 | 00h00

Segundo Floco Galli, porta-voz do Ministério da Justiça suíço, o ministério "decidirá rapidamente se concorda com a libertação de Polanski ou se vai recorrer ao Tribunal Federal de Lausana contra essa decisão", embora tenha dez dias para apelar da decisão. O TFL é a instância judicial mais alta da Suíça.

O Tribunal Penal considera que o cineasta franco-polonês, de 76 anos, representa alto risco de fuga. Porém, o tribunal considerou que a fiança, combinada com outras medidas, tais como o depósito de seus documentos de identidade e sua transferência para uma residência sob monitoramento eletrônico, deve ser suficientemente significativo para apaziguar esses temores.

Polanski enfrentará uma pena máxima de até dois anos se for devolvido aos EUA para prestar contas diante da Justiça pelo caso. Desde sua detenção, o cineasta esteve preso em uma penitenciária localizada em Winterthur, a 19 quilômetros de Zurique.

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