Kassab admite que alguns projetos não vão sair do papel

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) admitiu que metas importantes, como a construção de três hospitais e de 66 quilômetros de corredores de ônibus, podem não ser cumpridas até o fim do ano. Balanço divulgado ontem informa que, das 223 metas propostas em 2009, 84 estão concluídas, 138 estão em andamento e uma não foi nem iniciada.

ARTUR RODRIGUES, Agência Estado

29 de junho de 2012 | 09h48

"Em relação aos corredores, vamos concluir a licitação, existe chance de começarmos as obras. E o nosso sucessor, ao longo do ano, concluirá", disse Kassab. Sobre os três hospitais prometidos, ele afirmou que não tem "certeza ainda" se eles ficarão prontos.

"Dificilmente uma gestão pode atingir 100% das suas metas", disse. "Eu sempre levo mais para efeito de comparação o orçamento doméstico. No início do mês, uma família tem a previsão de gastos. Ao longo dele, um filho fica doente, um carro é batido. Aí você deixa de pintar a parede ou de reformar o telhado", afirmou Kassab.

O prefeito fez críticas à Rede Nossa São Paulo, principal articuladora do projeto de metas. "(A ONG) age de forma política, maquiavélica. É lamentável, procuram levar para a opinião publica algo distorcido", afirmou.

As reclamações de Kassab são porque a entidade não leva em consideração as metas em andamento no índice de produtividade. De acordo com o prefeito, por causa da Nossa São Paulo, o próximo administrador da cidade pode até pensar duas vezes antes de decidir continuar divulgando o plano das metas

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O presidente da instituição, Odilon Guedes, diz que não há motivo para polêmica porque os dados são fornecidos pela própria Prefeitura. "É um equívoco grande do prefeito. As metas quem estabeleceu foi ele, não foi a Nossa São Paulo. O que nós fazemos é acompanhar a realização delas", disse.

Realidade

A entidade questiona a utilização do termo de metas em andamento porque, em alguns casos, ainda falta muito para que a obra saia do papel. Em alguns casos, metas dadas como realizadas não correspondem à realidade. Por exemplo, o Parque Linear Taboão, em Sapopemba, na zona leste, de fato foi inaugurado - mas uma favela foi reconstruída sobre o espaço.

A expectativa da Prefeitura é de que 85% das metas sejam concluídas. Segundo a administração, 64 metas que estão em andamento estão em estágio avançado e já beneficiam a população.

A única meta que não será iniciada é o repasse de R$ 300 milhões ao governo estadual, como investimento no Rodoanel. Segundo Kassab, não é necessário fazer o investimento porque o Estado se estruturou financeiramente para o projeto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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