Kenyatta ganhou Presidência do Quênia de forma legítima--Justiça

O Supremo Tribunal do Quênia confirmou neste sábado a vitória de Uhuru Kenyatta na eleição presidencial, e seu rival derrotado rapidamente aceitou a sentença, extinguindo temores de novo sangrento conflito tribal que marcou o último pleito no país.

EDMUND BLAIR E MALALO HUM, Reuters

30 de março de 2013 | 14h32

A decisão abriu caminho para que o homem mais rico do Quênia possa assumir o cargo máximo na maior economia do leste da África, mas deixou potências estrangeiras preocupadas sobre como lidar com um líder acusado de crimes contra a humanidade em Haia.

Após a sentença, a polícia disparou tiros para o ar e gás lacrimogêneo em centenas de jovens que protestavam com pedras na cidade ocidental de Kisumu, um reduto do candidato presidencial derrotado, Raila Odinga, que tinha desafiado vitória Kenyatta. Os manifestantes saquearam lojas e queimaram pneus na rua.

Mas, logo depois, Odinga fez uma declaração transmitida em todo país pela televisão, acatando a decisão unânime do tribunal.

"O tribunal agora falou", Odinga disse em entrevista coletiva. "Eu desejo o bem que ao presidente eleito, honrado Uhuru Kenyatta..."

O atual presidente do Quênia havia pedido calma antes da decisão, que vem cinco anos depois de que outra disputa eleitoral desencadeou a violência que deixou mais de 1.200 mortos.

Depois de uma semana de audiências, os seis juízes do tribunal decidiram que a eleição de 4 de março foi conduzida de uma maneira livre, justa e crível, de acordo com a Constituição.

(Reportagem adicional de Joseph Akwiri em Mombasa, Hezron Ochiel em Kisumu e James Macharia em Nairobi)

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