Khadafi diz que povo morreria para defendê-lo

Em entrevista à BBC, líder líbio diz ser amado pela população e nega existência de protestos.

BBC Brasil, BBC

28 de fevereiro de 2011 | 20h36

O líder líbio, Muamar Khadafi, deu uma entrevista à BBC nesta segunda-feira em que afirmou que não pretende deixar o poder, já que o povo está ao seu lado.

Ele afirmou que ele é amado por toda a população e se recusou a admitir que há protestos contra o governo na capital do país, Trípoli.

"Ninguém estava contra nós. Contra mim por quê? Porque não sou presidente. Eles me amam, todo o meu povo me ama. Todos eles. Eles morreriam para me proteger," disse Khadafi, em entrevista ao repórter da BBC Jeremy Bowen e a Christiane Amanpour, da rede ABC.

No poder desde 1969, ele voltou a dizer que os manifestantes de seu país estão armados e sob a influência da Al-Qaeda.

Segundo o jornalista da BBC, Khadafi parecia pouco preocupado com a pressão internacional

Khadafi riu quando, durante a entrevista, foi sugerida a possibilidade de que ele deixasse a Líbia e disse se sentir traído pelos líderes mundiais que estão pressionando pela sua deposição, acusando-os de querer colonizar a Líbia.

Questionado se cogita renunciar, ele disse que não tem cargo oficial ao qual renunciar e voltou a insistir que o poder está com o povo.

Ele disse também que ordenou a seus partidários que não atirassem contra os manifestantes.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tudo o que sabemos sobre:
entrevistalíbiatripoli

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.