Khan Academy vai produzir conteúdo para o Brasil

A Fundação Lemann é a mais nova parceira global da Khan Academy. O convênio foi assinado nesta quinta-feira (17), em São Paulo, e visa a acelerar a internacionalização da plataforma criada em 2006 pelo educador norte-americano Salman Khan, que reúne mais de 3,8 mil videoaulas, além de exercícios e ferramentas de apoio ao ensino e à aprendizagem.

CARLOS LORDELO E SERGIO POMPEU, Agência Estado

18 de janeiro de 2013 | 08h49

Com a parceria, a primeira versão internacional da Khan Academy pode ser em português - hoje o site é em inglês. A Lemann já traduziu 400 vídeos e pretende adaptar mais 600 nos próximos meses. Agora a entidade terá funcionários no escritório da academia virtual na Califórnia e ajudará na produção de conteúdo bilíngue. Pesquisadores da fundação também vão estudar os impactos do uso das aulas de Khan nas escolas. O contrato terá duração de cinco anos.

A Lemann ganhou pontos com Khan porque, além de traduzir as aulas, utiliza o material em salas de aula. No ano passado, o projeto alcançou 10 escolas públicas de São Paulo e Santo André. Em cada uma, a fundação entregou laptops e instalou internet de alta velocidade. A fundação, em parceria com os Institutos Natura e Península, está selecionando mais colégios para expandir a iniciativa: quer chegar a 200 salas de aula e 6 mil alunos neste ano.

O escopo do projeto permanece o mesmo: alunos do 3.º ao 5.º ano do ensino fundamental vão trabalhar com as videoaulas em pelo menos metade da carga horária da disciplina. Eles também vão fazer exercícios em um sistema desenvolvido pela Lemann, inspirado no da Khan Academy.

Segundo o diretor executivo da fundação, Deniz Mizne, a troca de experiências com Salman Khan e os outros 39 funcionários da plataforma educativa ajuda a acelerar a adoção de inovações que podem impactar a aprendizagem no Brasil. "O País está se tornando uma prioridade para eles", afirma Mizne.

Nesta quinta-feira (17) de manhã, Khan deu uma palestra para convidados no Museu da Imagem e do Som, no Jardim Europa, zona sul. Ele contou a história de sua academia e se declarou "feliz" por ter encontrado, no dia anterior, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em Brasília. "Sinto que as pessoas querem se mexer rápido. Me surpreendi com o nível de energia que encontrei", disse o educador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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