Kipkoech dá show e brasileiras fazem festa com lugar no pódio

Queniana venceu sem sustos. Marily, Baldaia e Nonata entre as melhores

, O Estadao de S.Paulo

31 Dezembro 2009 | 00h00

O pódio feminino da São Silvestre teve este ano uma atleta brasileira a menos do que no ano passado. O ponto mais alto novamente foi ocupado por uma africana. Com o tempo de 52min30, a queniana Pasalia Kipkoech Chepkorir venceu com sobras, seguida pela sérvia Olivera Jevtic (52min59).

Ao Brasil, restou a presença de Marily dos Santos, Maria Zeferina Baldaia e Cruz Nonata da Silva, respectivamente, nas posições seguintes. A performance das brasileiras ficou abaixo de 2008, quando quatro atletas nacionais compuseram o pódio, abaixo da etíope Yimer Wude Ayalew. A única representante do País que manteve o desempenho foi a alagoana Marily dos Santos, que repetiu a terceira colocação da última edição da corrida. "Estou feliz, treinei mesmo para chegar entre os cinco primeiros", disse. Ela aproveitou para cobrar os competidores masculinos do País. "O masculino tem de fazer a parte dele, pois o feminino está fazendo. Só chegou uma queniana na nossa frente, o resto ficou para trás. Elas não são as donas do pedaço."

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Com o quarto lugar, Maria Zeferina Baldaia se recuperou do mau desempenho na última edição. "No ano passado, fiquei em 12º, pois estava com meu pai hospitalizado e vim para a prova em respeito aos patrocinadores", justificou. Neste ano, mais concentrada, conseguiu acompanhar o ritmo intenso da competição feminina. "A prova foi forte desde o começo, na chegada foi mais apertada ainda."

Já a piauiense Cruz Nonata da Silva, de 35 anos, estava radiante após seu melhor desempenho na prova, com o quinto lugar. "O objetivo era aguentar até o fim ao lado das principais rivais, para então decidir pódio. Estou satisfeita, superei minhas expectativas."

A grande vencedora, apesar da timidez, mostrou desenvoltura logo após a prova. "Foi uma prova difícil, mas não estou cansada", afirmou. "Poderia até correr um pouco mais", garantiu. Kipkoech atribuiu a vitória às subidas, em que seu rendimento vai muito bem, mas disse que não conseguiu imprimir um ritmo mais forte por causa do calor (cerca de 30 graus).

Segunda colocada, a sérvia Olivera Jevtic disse que foi prejudicada por um problema no estômago. "Essa indisposição me impediu de vencer hoje (ontem). Mas tenho certeza que no ano que vem nada vai me impedir de vencer." B.D. F.H. e V.Z.

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