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Klein pode aumentar influência na Via Varejo

Embora Klein admita reservadamente seu interesse em voltar a ter influência na empresa, a família não deseja ampliar sua fatia na Via Varejo.

Coluna do Broadcast, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2018 | 05h00

Há uma renovada expectativa de que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) possa vender em Bolsa até o fim de 2019 as suas ações na Via Varejo, o que abre a possibilidade de o herdeiro da Casas Bahia, Michael Klein, voltar a ter influência na gestão da empresa. A família tem 25,53% do capital da companhia, um porcentual que poderia garantir o poder de apontar nomes para cargos executivos. Há dois anos buscando comprador para o controle da Via Varejo, o GPA anunciou uma pequena operação para vender 3,86% do capital da empresa. O grupo detém mais de 40% do negócio e admitiu pela primeira vez que, embora vá perseguir venda a um investidor estratégico, poderá usar o mercado de capitais para alienação de toda sua participação até o fim do ano que vem.

Sem obrigação. Embora Klein admita reservadamente seu interesse em voltar a ter influência na empresa, a família não deseja ampliar sua fatia na Via Varejo. Quer evitar a obrigação de ter que estender as mesmas condições de compra a minoritários, o chamado tag along. 

Pra auditor ver. Por outro lado, há no mercado quem especule que essa movimentação do GPA teve apenas a motivação de evitar questionamentos sobre a real disposição da empresa de vender o controle. Isso porque regras contábeis exigem que o processo de venda seja ativo para que os resultados da Via Varejo continuem sendo reportados como operação descontinuada no balanço do GPA. 

Com a palavra. Procurado, o GPA diz que seu Conselho reiterou recomendação para buscar venda a investidor estratégico e que a condição de utilizar operações disponíveis em mercado de capitais será alternativa. A empresa diz ainda que o movimento não tem nenhuma relação com a questão do registro contábil e reitera o comprometimento na venda de sua participação na Via Varejo. 

Um mais um. A seguradora HDI, que pertence ao grupo alemão Talanx, e a brasileira Icatu, controlada pela família Almeida Braga, desenham, em silêncio, uma parceria para vender seguros em seus canais de distribuição. O negócio pode até mesmo evoluir para uma joint venture no futuro. A ideia é que uma possa comercializar seus produtos na rede de corretores da outra. Faz todo sentido. As seguradoras se complementam em termos de portfólio. Enquanto a HDI tem foco em seguro de automóvel, a Icatu é especializada em seguros de vida e previdência privada.

Inspiração. A aproximação com a Icatu está alinhada à estratégia da HDI de se unir a outros players para deslanchar mais negócios, como fez com o Santander Brasil, com o qual estrutura uma joint venture. 100% digital, a nova empresa focará em seguro de automóvel, aproveitando a posição do banco no segmento, que é líder em financiamento para a compra de veículos. Seu início está programado para o segundo semestre de 2019. Nessa mesma direção, a Porto Seguro e a seguradora americana AIG se uniram para deslanchar o seguro para pequena e média empresas no Brasil. Procuradas, HDI e Icatu não comentaram.

Preparado. O escritório Cascione Pulino Boulos Advogados promoveu um novo sócio, Diego Gonçalves Coelho, especialista nas áreas de mercado de capitais e direito imobiliário. O movimento ocorre em meio às expectativas de maior desempenho em ambas as áreas no próximo ano. Ao longo de 2018, o escritório fez sete contratações laterais para cargos de liderança.

Sem confete. O impacto da redução das verbas para o tradicional carnaval carioca, que teve seu orçamento enxugado em R$ 500 mil para a edição de 2019, preocupa a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). Isso porque embora, até aqui, a ocupação média dos hotéis para a data seja de praticamente 80% na Zona Sul do Rio de Janeiro, as reservas feitas não estão necessariamente pagas. 

Em xeque. Na Barra da Tijuca, em razão do aumento da oferta de quartos após os Jogos Olímpicos, a demanda ainda é insuficiente e, no momento, a ocupação está abaixo de 50%. Para que os hotéis do Centro da cidade atinjam uma “média adequada", na visão da FBHA, as notícias referentes ao carnaval carioca precisam melhorar. Com as contas em xeque, a prefeitura do Rio cortou 50% da verba para os desfiles do ano que vem. / COM DAYANNE SOUSA E CRISTIANE BARBIERI

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