Kofi Annan busca em Moscou apoio para esforço de paz na Síria

O enviado da ONU e da Liga Árabe para a questão síria, Kofi Annan, buscou neste domingo garantir o apoio da Rússia a seus esforços para pôr fim ao conflito na Síria, onde 8 mil pessoas já foram mortas durante o levante contra o governo.

REUTERS

25 Março 2012 | 11h38

Na Coreia do Sul, o presidente dos Estados Unidos, Barack obama, e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, discutiram como apoiar a oposição com armas não letais.

Países árabes e ocidentais querem que o presidente sírio, Bahsar al-Assad, renuncie, mas a Rússia, aliada de longa data da Síria, onde mantém uma base naval, diz que os rebeldes armados também têm de acatar um cessar-fogo e retirar suas forças do conflito.

Enquanto Annan se preparava para a reunião com o presidente russo, Dmitry Medvedev, em Moscou, um grupo pró-direitos humanos com sede nos EUA acusava as forças de Assad de usar escudos humanos em seus esforços para esmagar a rebelião.

Em um comunicado antes do encontro, o governo russo disse que seria difícil garantir o fim da violência "enquanto não for encerrado o apoio político e armado externo dado à oposição".

Annan esboçou um plano de paz de seis pontos, o qual inclui um cessar-fogo, a retirada imediata de armas pesadas das áreas residenciais e acesso para ajuda humanitária.

No entanto, mais de um ano depois do início do levante, a perspectiva de uma paz negociada parece mais remota do que nunca, já que há relatos de confrontos em vários pontos do o país.

A Rússia acusa o Ocidente de ser demasiadamente parcial, argumentando que o apoio aos rebeldes está alimentando os combates na Síria.

Mas Rússia e China, que vetaram duas resoluções da ONU de condenação ao governo sírio, apoiaram um comunicado do Conselho de Segurança esta semana endossando a missão de Annan, que foi secretário-geral da ONU. Depois das conversações na Rússia ele irá à China.

(Reportagem de Oliver Holmes)

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