Laboratórios da América Latina condenam Tratado de Livre Comércio

Laboratórios nacionais de 15 países latino-americanos pediram aos governos da região que rejeitem o Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos que introduzem cláusulas monopolistas no mercado farmacêutico, prejudicando o acesso da população aos medicamentos.O pedido consta da declaração final da Associação Latino-americana de Indústrias Farmacêuticas (Alifar), aprovada pelas delegações de Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, El Salvador, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela."Os TLC são outro instrumento que alguns países desenvolvidos defendem para conseguir que a indústria farmacêutica multinacional monopolize os mercados, condicionando o desenvolvimento das indústrias nacionais e reduzindo a sua capacidade de competir e oferecer remédios a preços acessíveis", explicou a Alifar.Alifar recomendou aos governos "impedir que os TLC afetem o direito à saúde e à independência das indústrias farmacêuticas de capitais nacionais e que adiem ou limitem o seu desenvolvimento".O presidente de Alifar, Ho-Chi Vega da República Dominicana, qualificou como uma vergonha o que fizeram com a América Central, durante a negociação de um TLC com os Estados Unidos. "Aos países mais pobres impuseram bilateralmente, em uma negociação desigual, exigências muito acima dos padrões acertados multilateralmente na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001", comentou.

Agencia Estado,

26 de março de 2006 | 18h59

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