Laudo não confirma sangue nem vômito de Isabella

Para promotor a prova mais forte contra pai e madrasta é marca da rede na camiseta de Alexandre

da Redação, estadao.com.br

30 de abril de 2008 | 07h54

Pelo menos duas informações usadas pela polícia durante o interrogatório do casal Alexandre Nardoni, 29 anos, e Anna Carolina Jatobá, 24, realizado no dia 18, não tinham respaldo do laudo da perícia. Uma delas era a mancha de vômito na camiseta de Alexandre e a outra, as três manchas de sangue no carro da família. Pai e madrasta foram indiciados, logo após o depoimento, pela morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, que foi atirada da janela do 6º andar, na noite de 29 de março.   VEJA TAMBÉM Donos de imóveis lucram com reconstituição  'Há mais que indícios' contra o casal, diz promotor Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella   Uma das perguntas feitas a Alexandre foi sobre a mancha de vômito, que teria sido provocada pela asfixia e esganadura da menina. Só que o laudo do Instituto de Criminalística (IC ) apontou que o exame da 'mancha amarelada' - que, na verdade, foi encontrada na bermuda - era inconclusivo, ou seja, a perícia não conseguiu determinar qual era a substância.Na segunda-feira, 28, o promotor do caso, Francisco Cembranelli, afirmou que os peritos não chegaram a um acordo sobre a análise do material, supostamente vômito, na bermuda de Alexandre. Quanto às marcas de sangue no carro, a quantidade de material não foi suficiente para ser analisada. Ao ser questionado, Alexandre disse desconhecer as manchas e que levou a menina para o quarto, sem ferimentos.   Para Cembranelli, há outras maneiras de provar que o sangue no carro era de Isabella. Uma delas é a própria disposição, fornecida pelo casal, da família dentro do Ka. A prova mais forte, até agora, é a marca da rede de proteção na camiseta de Alexandre. A defesa não quis comentar a estratégia da polícia sobre o vômito na camiseta de Alexandre. Os advogados devem se manifestar hoje sobre a conduta da investigação.

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