Laurent Suaudeau

23 de dezembro de 2010 | 10h14

Ele elegeu um conterrâneo como amigo declarado: Eric Berland, chef do Parigi. Os dois se conhecem desde 1998, quando Laurent era consultor do restaurante do Grupo Fasano. "Berland é um grande profissional", diz. "Mas como ele é discreto e avesso ao marketing, as pessoas esquecem que é o responsável pelo sucesso de um melhores restaurantes de São Paulo. Ele é um exemplo", elogia o chef, que está no Brasil desde 1980 e teve importante papel na profissionalização da gastronomia brasileira e na formação de cozinheiros.

 

Um dos chefs mais respeitados no País, Laurent foi aprendiz na cozinha de Jean Guerin e Michel Guérard. Mas foi a passagem pela cozinha de Paul Bocuse que mudou sua vida. Bocuse o indicou para o restaurante Le Saint Honoré, no hotel Méridien no Rio, em 1980. O chef se mudou, apaixonou-se pelo Brasil (e por uma brasileira) e se aventurou na descoberta dos ingredientes nacionais - com Claude Troisgros, lançou as bases para a parceria entre a técnica francesa e os ingredientes brasileiros.

Em 1986, Laurent abriu um restaurante com seu nome no Rio e em 1991 transferiu a casa para São Paulo. Manteve o lugar até 2001, quando passou a se dedicar a sua escola de culinária e ao trabalho de consultor. "Meu contato profissional com Eric Berland foi proveitoso, mas depois nos tornamos amigos. Gosto dos bretões, são gente dedicada, disciplinada."

Laurent conta que dividiu com Berland uma das experiências mais agradáveis de sua vida, um almoço com Joël Robuchon, na casa de campo do arquiteto Marcos Tomanik (sogro de Eric Berland), em 2003. "Foi um dos encontros mais felizes que tive", diz. Homenagem justificada.

 

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