Sérgio Neves/AE
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Lavoura e cachoeira no sítio

Proprietário do Sítio São João, de 33 hectares, em Joanópolis, o pecuarista Orlando Fernandes da Silveira já se cadastrou. "No meu sítio tem cinco nascentes e quero preservar toda essa água", diz. O produtor é adepto do pastejo rotacionado há quatro anos. "Além de aumentar a produtividade das vacas e reduzir custos, o sistema melhora as condições do solo", explica.

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2009 | 03h17

Para impedir o acesso dos animais às nascentes, Silveira conta que cercou a área e instalou bebedouros móveis no pasto. Na área onde não há pastejo rotacionado, quer construir pequenas barragens para não perder a água da chuva.

Silveira diz que se interessou pela forma como o programa foi apresentado. "Houve diálogo sobre como produzir de forma sustentável e o produtor foi integrado ao programa." Para Silveira, o fato de um produtor decidir investir em práticas conservacionistas na propriedade desperta a curiosidade do vizinho. "Ver alguém fazer é diferente de só ouvir falar."

 

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Também animada, a produtora Maria de Lourdes Lopes, do Sítio São Francisco de Assis, de 12,5 hectares, de Joanópolis, diz que a água é uma preocupação geral, tanto que já se cadastrou no programa para adotar práticas de conservação do solo e para proteger sua APP, que soma 2,4 hectares. "Já cerquei uma parte da APP e, no ano passado, construí pequenas barragens para evitar enxurradas. Se não fosse por isso, minha cachoeira estaria assoreada." Com o programa, Maria de Lourdes pretende adotar o pastejo rotacionado. "Com orientação técnica, quero fazer piquetes para meu gado de corte", diz a produtora, que quer retomar a apicultura e acaba de iniciar uma horta orgânica.

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