Lavouras castigadas pela seca nos EUA têm alívio com clima ameno

Um clima mais ameno e úmido no cinturão do milho dos Estados Unidos na próxima semana deve desacelerar a deterioração que as lavouras de milho e soja dos EUA estavam sofrendo devido ao estresse causado pelo verão, com a pior seca em mais de meio século no país, disse um meteorologista agrícola nesta terça-feira.

SAM NELSON, Reuters

14 de agosto de 2012 | 10h45

"O milho não pode mais ser ajudado, mas algumas áreas de produção de soja mais ao norte podem, apesar de algumas lavouras no centro e no sul estarem danificadas demais para se recuperarem", disse Don Keeney, meteorologista da MDA EarthSat Weather.

Keeney disse que até 60 por cento do Meio-Oeste dos EUA devem receber de 0,25 a 1 polegada de chuvas nesta semana e que os Estados do planalto devem receber uma necessária chuva de 0,3 a 1 polegada também.

Temperaturas mais amenas estão previstas para os próximos 10 dias com máximas de 70 a 80 graus Fahrenheit, ao invés da implacável faixa entre 90 e 100 graus, que estavam derrubando as perspectivas de colheita, disse Keeney.

"Teremos um clima mais parecido com outono nos próximos 10 dias. Há previsão de uma nova alta nas temperaturas em 11 a 15 dias, mas não será o calor que tivemos durante o verão", acrescentou o meteorologista.

O Commodity Weather Group (CWG) disse nesta terça-feira que metade do Meio-Oeste receberia chuvas esparsas, mas que as áreas secas iriam se expandir de 30 por cento da região atualmente, para 40 por cento na próxima semana.

O relatório semanal de progresso das safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgado na segunda-feira mostrou que as condições do milho nos EUA estavam se estabilizando, após nove semanas de declínio, e que as condições da soja teriam uma pequena melhora.

Nesta terça-feira os futuros da soja para novembro na bolsa de Chicago tinham alta de 0,33 por cento, ou 5 centavos, a 16,06 dólares por bushel.

Já o milho para setembro registrava ganhos de 0,26 por cento às 10h35, com alta de 2 centavos, a 7,8475 dólares por bushel.

O trigo para setembro acompanhava, com ganhos de 0,41 por cento, a 8,6025 dólares por bushel.

(Reportagem de Sam Nelson)

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