Divulgação
Divulgação

Leap promete controlar computador com gestos

O fabricante é uma pequena startup de São Francisco, na Califórnia, chamada Leap Motion. A modéstia para por aí. "Estamos mudando o mundo", sentencia uma das frases no site de seu produto. E não há nada como o Leap por aí. Se tudo ocorrer conforme o plano, é um futuro sem mouse, teclado ou tela de toque.

Camilo Rocha, O Estado de S.Paulo

16 Julho 2012 | 03h09

O Leap é uma caixinha que o usuário coloca junto ao PC e que permite controlar tudo na tela com gestos no ar. Com ele, pode-se mover o cursor, clicar, desenhar, escrever, teclar, aumentar e diminuir objetos, subir e descer a tela. A promessa do site oficial é de "precisão de um centésimo de milímetro", número "200 vezes maior" do que qualquer outra tecnologia de controle por gestos até hoje (veja ao lado).

Um dos cofundadores da Leap Motion, Michael Buckwald, definiu a experiência como a criação de "uma pequena bolha de interação à sua volta". Tal "bolha" mede aproximadamente 23 centímetros cúbicos. Dá para mexer à vontade.

Uma das capacidades mais promissoras do Leap é sua manipulação em três dimensões, que foi o conceito que deu origem ao aparelho, surgido da frustração que seus criadores tinham em relação à modelagem em 3D. Dá para imaginar a utilidade que um produto assim teria para inúmeras profissões: médicos, engenheiros, desenhistas, arquitetos, estilistas.

Seus criadores garantem que a tecnologia reconhece o formato da sua mão e consegue distinguir cada um de seus dez dedos e até um objeto que sua mão possa estar segurando, como um lápis.

O outro cofundador da empresa é David Holz, que já pesquisou mecânica de fluidos para a Nasa. Ele e Buckwald já conseguiram um bom time de investidores, incluindo a Founders Fund, que tem Sean Parker, fundador do Napster, entre os sócios, e Brian McClendon, vice-presidente de engenharia do Google.

E, se o Leap traz à mente a tecnologia vista no filme Minority Report, de Steven Spielberg, Buckwald é rápido em corrigir: "Não. Vai ser ainda melhor."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.