Legisladores paulistas querem proibir uso e venda das 'pulseiras do sexo'

Dois vereadores da capital paulista e uma deputada estadual apresentaram ontem projetos de lei para proibir o uso das coloridas "pulseiras do sexo" em escolas públicas e privadas e até a comercialização da bijuteria. O motivo da preocupação é a repercussão da notícia de uma menina de 13 anos que usava as pulseiras, feitas de silicone, e foi abusada sexualmente por quatro pessoas em Curitiba. "A pulseirinha pode estimular agressões físicas e comportamento criminoso como o estupro", afirma a deputada estadual Beth Sahão (PT). Ela é autora do projeto de lei que proíbe o uso das pulseiras em todas as escolas da rede estadual e prevê ainda campanhas de orientação sexual nas escolas. Para ela, a proibição vai levar às escolas o debate sobre o sexo na adolescência e a banalização das relações afetivas.

, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2010 | 00h00

Para a psicóloga da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Cristina Freire, a eventual proibição não modificará o comportamento sexual do jovem.

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