Legista do caso PC diz que Isabella não foi asfixiada

Para George Sanguinetti, afirmação de que menina foi esganada no dia da morte é fantasiosa

Carina Flosi, Jornal da Tarde

22 de maio de 2008 | 07h46

O médico-legista alagoano George Sanguinetti, contratado pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pela morte de Isabella Nardoni, disse que provará que a menina não foi asfixiada antes de ser jogada pela janela do 6º andar, na noite de 29 de março. "Não existe asfixia sem marcas externas na região cervical. É só fazer o teste. Aperte delicadamente o pescoço de alguém e veja a reação do organismo. Imagine com muita força!"   VEJA TAMBÉM Defesa do casal Nardoni adia pedido de habeas-corpus ao STF Legista do caso PC aceita convite da defesa do casal Nardoni Pesquisa mostra que a população aprova polícia no Caso Isabella Leia a decisão do ministro do STJ  Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella   O casal está preso preventivamente desde o dia 7. Na segunda-feira, 26, Sanguinetti apresentará o seu parecer. Apesar de seus argumentos favoráveis à defesa do casal, ele se diz isento. "Fui contratado para analisar os autos, não para defender ninguém. E também não tenho elementos para levar uma terceira pessoa à cena do crime", disse.O médico pedirá aos ''colegas de São Paulo'', que façam algumas retificações. "O que está fundamentado no trabalho da perícia é a defenestração, ou seja, a criança foi atravessada pela tela protetora e jogada. Até aí, tudo bem, mas a esganadura e as agressões não estão fundamentadas", disse.Um dos questionamentos do legista é a falta do teste para verificar presença de resíduos de pele debaixo das unhas. Segundo o perito, a afirmação de que Isabella foi esganada é fantasiosa. "Vem com essa ilação de que a criança sofreu esganadura, asfixia, perdeu a consciência, a circulação ficou lenta. Isso é novela. Não conseguiram provar. Nenhum perito pode dizer que a pressão subiu ou desceu, que a consciência diminuiu. Isso não existe. Tem de provar."

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