Leilão de energia da Aneel tem deságio médio de 16,15%

Foram leiloados 2.044 quilômetros; leilão visa conectar usinas de biomassa e pequenas hidrelétricas

Reuters,

24 Novembro 2008 | 14h46

O primeiro leilão de concessão de linhas de transmissão de energia visando interligar usinas de biomassa ao Sistema Interligado Nacional (SIN) conseguiu deságio médio de 16,15%, informou a assessoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta segunda-feira, 24.   Composto de 36 linhas divididas em três lotes e totalizando 2.044 quilômetros de novas linhas de transmissão, o leilão visa conectar 27 usinas de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) dos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul ao SIN. Os vencedores foram os que ofereceram a menor tarifa pelo serviço, ou seja, que admitiram receber menos receita anual.   "Esse leilão foi muito mais que um leilão de linhas de transmissão, trata-se de um arranjo que permite a implantação de usinas que queimam bagaço de cana nos Estados de Mato Grosso do Sul e Goiás e esses lotes leiloados permitirão o escoamento da energia gerada por essas usinas", afirmou o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, em um comunicado da Aneel após o leilão.   Para ele, o resultado anima o governo para o leilão de linhas de transmissão do complexo hidrelétrico do Rio Madeira, formado pelas usinas de Santo Antonio e Jirau, que será realizado na próxima sexta.   A previsão é de que as linhas leiloadas nesta segunda-feira entrem em operação em 18 meses, após a assinatura dos contratos de concessão, e demandarão investimentos em torno de R$ 1 bilhão.   Segundo a Aneel, os deságios registrados entre a receita anual permitida prevista no edital e os lances no leilão resultarão em benefícios ao consumidor, uma vez que a tarifa de uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes de custo da tarifa paga pelo consumidor final às distribuidoras.   O lote A foi arrematado pela espanhola Cobra Instalaciones y Servicios, com deságio de 18,01% sobre a tarifa inicial básica estipulada pela Aneel. A receita anual admitida pela empresa foi de R$ 48,5 milhões.   O lote B ficou com a brasileira Elecnor Transmissão de Energia, com deságio de 10% e receita de R$ 34,7 milhões, e o lote C foi para um consórcio formado pelas também brasileiras Furnas, Delta Construções e Fuad Rassi Engenharia Indústria e Comércio, com um deságio de 19,15% e receita admitida de R$ 34,5 milhões.

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