Leilão de energia eólica recebe 441 projetos que somam 13 mil MW

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou nesta quinta-feira que o primeiro leilão de energia eólica do país, marcado para 25 de novembro, recebeu 441 projetos. Ele afirmou que até o final de 2010 a potência eólica instalada da matriz energética brasileira chegará a cerca de 1.400 megawatts.

REUTERS

16 Julho 2009 | 18h28

"É um começo, mas um começo que consideramos muito razoável", disse Lobão em entrevista a jornalistas, explicando que os 1.400 MW representam apenas um por cento da matriz energética brasileira.

A perspectiva, segundo o ministro, é de que mais 427 MW de potência sejam instalados no país até o final de 2009, e outros 684 MW até o final de 2010. Hoje o país tem uma potência eólica instalada de 386 MW, segundo Lobão.

De acordo com o ministro, os 441 empreendimentos entregues para o leilão equivalem a 13 mil MW, mas ainda será feita uma seleção desses projetos. Ele não adiantou quantos poderão permanecer.

De acordo com Lobão, a maior parte das empresas que se cadastraram para ofertar projetos no leilão contam com aerogeradores mais modernos e mais capazes.

Lobão também não quis antecipar qual o preço da energia que será praticado no leilão, nem a quantidade de MW que será leiloada.

O preço da energia eólica é a maior preocupação de especialistas que acompanham o setor, que consideram os equipamentos ainda muito caros, o que elevaria o custo da energia para o consumidor final. Enquando a energia hidrelétrica gira em torno dos 100 reais os megawatt, a eólica poderia ultrapassar os 200 reais o MW.

No final do mês passado, o Ministério de Minas e Energia anunciou uma flexibilização das regras para participação no leilão, com o objetivo de ampliar a oferta de empreendimentos, aumentando o universo de aerogeradores importados que poderão ser utilizados pelos participantes.

Pela nova regra, as empresas poderão importar equipamentos com potência nominal igual ou superior a 1.500 KW. Antes, apenas máquinas com potência superior a 2.000 KW eram permitidas nos parques eólicos.

(Por Natuza Nery, Texto de Camila Moreira)

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