Leilão holandês de frequências 4G levanta mais do que o esperado

O governo holandês levantou mais do que o esperado em seu leilão de licenças de conexão sem fio de quarta geração (4G) e a líder de mercado KPN afirmou que terá de cortar seu dividendo neste ano e no próximo para conseguir pagar sua licença.

THOMAS ESCRITT E SARA WEBB, Reuters

14 Dezembro 2012 | 17h39

O leilão captou 3,8 bilhões de euros (5 bilhões de dólares), bem mais do que o previsto, e o resultado levará a feroz competição em um dos mercados de celulares mais lucrativos da Europa.

O mercado holandês é atualmente dominado por KPN, Vodafone e Deutsche Telekom, todas as quais compraram licenças, assim como a estreante sueca Tele2.

Duas companhias do segmento de televisão a cabo --UPC, controlada pela Liberty Global e Ziggo, que já têm fortes participações em banda larga e televisão paga-- fizeram uma oferta conjunta, mas abandonaram o leilão mais tarde porque as ofertas atingiram nível alto demais.

A KPN, que é 28 por cento controlada pelo magnata das telecomunicações mexicanas Carlos Slim, disse em comunicado que o custo das licenças resultou na eliminação do dividendo final deste ano e a redução do valor dos dividendos de 2013 para 0,03 euro por ação, bem abaixo das já revisadas projeções de dividendo.

A companhia já havia cortado sua estimativa de dividendo para este ano para 0,35 euro por ação, frente a um pagamento inicial de 0,90 euro. A KPN já pagou um dividendo intermediário de 0,12 euro por ação.

A operadora planejava um pagamento em 2013 de "pelo menos" 0,35 euro por ação. Operadores e analistas expressaram anteriormente temor sobre a capacidade da KPN de pagar dividendos, dado que a proporção de dívida sobre geração de caixa maior excede suas próprias metas.

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