Leishmaniose matou 21 esse ano no Estado de SP

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, divulgou ontem que a leishmaniose visceral já causou 21 mortes no Estado, igualando o número de óbitos de todo o ano passado. Segundo os dados, atualizados até 5 de dezembro, foram confirmados 236 casos da doença em 33 municípios paulistas. Houve morte em um terço dessas cidades. O recorde histórico de casos de leishmaniose visceral em São Paulo é 247 casos, número registrado tanto em 2006 como em 2007 e que pode ser superado nos últimos dias deste ano. O primeiro caso recente da doença foi registrado em 1999, em Araçatuba. Doença endêmica no noroeste do Estado, a leishmaniose visceral avança cerca de 30 quilômetros por ano em direção à capital, o que provocou alerta do Ministério Público Estadual sobre os riscos de uma epidemia e a necessidade de controle dos cães infectados. Na Grande São Paulo, há seis cidades sob investigação do CVE. O avanço da leishmaniose visceral no Estado pode ser medido pelo aumento dos municípios atingidos, do número de casos e da taxa de letalidade, que pode chegar a 90% se o paciente não tiver um tratamento adequado. As informações são do Jornal da Tarde.

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