Lenovo está entrando na era 'PC Plus', diz presidente

A chinesa Lenovo, a caminho de se tornar a maior fabricante mundial de computadores pessoais, está se preparando para explorar aquilo que chama de era "PC Plus", com a empresa expandindo sua capacidade de produção em grandes mercados, entre os quais os Estados Unidos.

POORNIMA GU, Reuters

10 de janeiro de 2013 | 12h02

O crescimento na demanda por computadores pessoais diminuiu no ano passado, quando mais consumidores optaram pelos ultraportáteis e cada vez mais poderosos tablets, e pelos smartphones, para atender suas necessidades de computação básica.

Hewlett-Packard, Dell e outras empresas líderes do setor de computação agora enfrentam dificuldades para sustentar seu crescimento, enquanto o avanço dos tablets prejudica seus negócios baseados em computadores pessoais.

Mas os computadores não estão a caminho de desaparecer. "Não vivemos em um mundo pós-PC", disse Yuanqing Yang, presidente-executivo da Lenovo, em entrevista na quarta-feira, em Las Vegas. "Estamos entrando na era PC Plus".

Yang disse que o mundo pós-PC só vai surgir para um grupo: as empresas que não inovarem em seus computadores.

"No nosso ramo, muitos dos concorrentes acreditam que os computadores se tornaram produto básico", ele afirmou. "Mas nós nunca pensamos assim".

A Lenovo, disse ele, redefiniu a categoria com produtos como o Yoga, um laptop com o Windows 8 da Microsoft que pode ser convertido em tablet dobrando a tela completamente para trás, ou o Twist, um laptop cuja tela fica conectada à base por uma dobradiça.

Os dois modelos de laptops vêm conquistando vendas fortes nos EUA, com a Lenovo conquistando 40 por cento de participação de mercado no segmento de produtos com preços de 900 dólares ou mais.

A Lenovo disparou no mercado de computadores ao adquirir a divisão de computadores pessoais da IBM em 2005, e ganhou força recorrendo a uma política agressiva de preços, aquisições internacionais e uma posição dominante no mercado chinês, que cresce rapidamente.

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