Lewandowski absolve João Paulo Cunha de corrupção passiva

O revisor da ação penal do chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, votou nesta quinta-feira pela absolvição do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) da acusação de corrupção passiva.

Reuters

23 de agosto de 2012 | 16h03

Lewandowski disse não acreditar que existam provas suficientes de que ele recebeu 50 mil reais para dar privilégio à agência de publicidade SMP&B, do empresário Marcos Valério, em contrato com a Câmara dos Deputados, órgão que presidia à época, entre 2003 e 2004.

"Não restou comprovada a prática de Cunha para dar tratamento privilegiado para a SMP&B", disse o revisor em seu voto.

Lewandowski, que falou durante quase duas horas sobre o tema, afirmou acreditar que o valor, sacado pela mulher do deputado em uma agência do banco Rural de Brasília, era destinado ao pagamento de pesquisas eleitorais em Osasco, reduto político de João Paulo e onde ele é candidato a prefeito na eleição deste ano, e por isso, vinham do PT.

O voto foi inverso ao do relator do processo, Joaquim Barbosa, que viu indícios de que o valor foi recebido como vantagem por causa de licitações vencidas pela agência na Câmara.

Lewandowski ainda avalia as acusações contra o deputado por peculato e lavagem de dinheiro.

(Reportagem de Ana Flor)

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