Lidar com gays no dia a dia é menos problemático

Na opinião de Laure Castelnau, diretora executiva de marketing do Ibope Inteligência, "o brasileiro não tem restrições em lidar com homossexuais no seu dia a dia, mas ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum tipo de apoio da sociedade a essa questão".

José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2011 | 00h00

Isso porque o Ibope perguntou qual seria a reação do brasileiro caso seu melhor amigo revelasse ser homossexual. A grande maioria, 73%, respondeu que a revelação não afastaria um do outro. Mas 14% disseram que se afastariam um pouco do amigo gay e 10%, que se afastariam muito . Os mais incomodados seriam os mais pobres, os mais velhos e os evangélicos.

O Ibope investigou também a opinião dos brasileiros sobre o exercício de carreiras do serviços público por homossexuais, a saber: médicos, policiais e professores do ensino fundamental. Embora a grande maioria não tenha restrições, o preconceito é maior contra policiais e professores gays.

Os brasileiros totalmente a favor de que homossexuais trabalhem como policias são 59%. No caso de um homossexual dar aulas da 1.ª à 9.ª série, o apoio incondicional fica em 61% dos brasileiros. Já a contrariedade a médicos homossexuais no serviço público é menor, em comparação às outras profissões. Dois em cada três brasileiros são totalmente a favor.

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