Líder da Coreia do Norte diz que execução serviu para limpar 'imundícia'

O líder norte-coreano Kim Jong Un fez a primeira referência à execução de seu poderoso tio em uma mensagem de Ano Novo, dizendo que o partido que comanda o país tornou-se mais forte após livrar-se de "imundícia faccionária".

JU-MIN PARK, Reuters

01 de janeiro de 2014 | 12h13

Ele também pediu melhores relações com a Coreia do Sul, alertando que outra guerra na península coreana causaria um enorme desastre nuclear que poderia atingir os Estados Unidos.

Kim Jong Un, terceira geração da sua família a governar a Coreia do Norte, não referiu-se nominalmente ao tio Jang Song Thaek, que foi executado no mês passado em uma rara punição pública por crimes contra o interesse nacional e contra o Partido dos Trabalhadores, que comanda o país.

"Nosso partido tomou medidas firmes para livrar-se da imundícia faccionária que permeava o partido", disse Kim em um discurso transmitido pela TV estatal.

"Nossa unidade fortaleceu-se cem vezes e as linhas revolucionárias e do partido tornaram-se mais sólidas ao expelir facções antipartido e antirrevolucionárias", acrescentou.

Depois da morte inesperada do pai de Kim, em dezembro de 2011, Jang atuou como tutor de seu jovem sobrinho enquanto Kim estabelecia-se no poder. Com a execução, Kim pode ter decidido remover o único homem que poderia oferecer alguma ameaça real a ele.

O pedido de Kim para melhores laços com o Sul ocorreu depois de ameaças de Pyongyang, no mês passado, de que poderia atacar Seul sem aviso.

"Está na hora acabar com abusos e calúnias que servem apenas para fazer o mal... Nós tentaremos melhorar os laços Norte-Sul", disse Kim, acrescentando que "as nuvens negras da guerra nuclear pairam constantemente sobre a península coreana."

(Reportagem adicional de Jane Chung)

Mais conteúdo sobre:
COREIADONORTEKIMDISCURSO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.