Líder da Renamo contestará eleição de Moçambique, mas promete não ir à guerra

O líder do principal partido da oposição moçambicana, a Renamo, o ex-líder guerrilheiro Afonso Dhlakama, disse nesta sexta-feira que vai contestar o resultado das eleições realizadas nesta semana no país, que ele qualificou como injustas e marcadas por fraudes, mas prometeu que "não haverá mais guerra em Moçambique".

REUTERS

17 de outubro de 2014 | 12h02

"As pessoas precisam entender que as eleições não foram livres nem justas ou transparentes", disse ele à Reuters em Maputo, acrescentando que seu partido vai recorrer à lei eleitoral do país para contestar os resultados provisórios da votação de quarta-feira, que apontam vitória do partido governista, a Frelimo.

O líder da Renamo, que lutou na guerra civil contra a Frelimo, de 1975 até o acordo de paz firmado em 1992, acrescentou: "Eu posso garantir a você que não haverá mais guerra em Moçambique".

((Reportagem de Pascal Fletcher)

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