Líder de golpe no Mali condena ataque a presidente interino

O líder do golpe de 22 de março no Mali condenou a violência contra o presidente interino por manifestantes pró-golpe e pediu nesta terça-feira por uma transição pacífica de poder no país do Oeste Africano.

REUTERS

22 Maio 2012 | 14h43

O presidente interino Dioncounda Traore sofreu ferimentos leves na cabeça quando manifestantes invadiram o seu palácio, no mais recente revés nos esforços para estabilizar o Mali depois do golpe e lidar com uma revolta subsequente por separatistas do norte e islâmicos.

Os manifestantes ocuparam o palácio presidencial por várias horas durante uma manifestação de rua na capital Bamako convocada por políticos locais que querem que os golpistas retornem ao poder e que acusam Traore de ser um membro de uma elite política egoísta responsável por décadas de má administração.

Mas o líder golpista, capitão Amadou Sanogo, que no fim de semana concordou com o bloco regional Cedeao em permitir que Traore presida durante uma transição de um ano para o governo civil pleno, distanciou a si mesmo e seu grupo Cnrdre do movimento pró-golpe.

"O Cnrdre condena firmemente estes atos de violência ... O Cnrdre apela às pessoas do Mali para se conter e respeitar todos os esforços tomados rumo ao fim da crise e a uma transição pacífica", disse ele em uma declaração por escrito.

Sanogo desejou uma "rápida recuperação" para Traore, que foi levado para um local seguro na noite de segunda-feira após tratamento hospitalar.

Como parte do acordo que prorroga o mandato de Traore, Sanogo ganhou status e privilégios normalmente concedidos a antigos chefes de Estado, incluindo uma pensão vitalícia e outras regalias.

O fato de os manifestantes desarmados, quase todos vestidos de jeans e camiseta, terem conseguido ocupar o complexo do palácio apesar da presença das forças de segurança levantou dúvidas sobre se eles tinham o apoio tácito de setores militares.

"O Cedeao vai fazer as investigações necessárias para determinar quem ordenou e realizou este ataque repreensível e aplicar as sanções adequadas", disse o órgão composto por 15 nações em um comunicado.

(Por Adama Diarra)

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