Líder de tráfico pode ter sido morto em tiroteio no Rio

Um dos traficantes mais procurados pela polícia fluminense, Márcio da Silva Lima, o Tola, pode ter sido morto num confronto com policiais militares no fim da manhã de hoje. Ele é um dos chefes da facção criminosa Terceiro Comando Puro e atua em favelas de Senador Camará, na zona oeste. Após a troca de tiros, o comércio na Vila Aliança foi fechado e um ônibus foi incendiado. Policiais fizeram buscas em hospitais particulares e públicos, mas ele não foi localizado.O tiroteio ocorreu por volta das 11 horas. Policiais do Batalhão de Bangu interceptaram um Meriva, com quatro homens, na Estrada do Taquaral, acesso à Vila Aliança. Houve intensa troca de tiros, mas os criminosos conseguiram fugir. Por volta do meio-dia, um ônibus da linha 395 (Praça Tiradentes-Coqueiro) foi incendiado e o comércio fechou.Para parar o ônibus, sete homens fecharam a Estrada do Taquaral. Eles mandaram que os cerca de 20 passageiros descessem e atearam fogo. O Corpo de Bombeiros não seguiu para o local por causa dos tiros. Um carro blindado, conhecido como Caveirão, e um helicóptero deram apoio aos policiais do 14.º Batalhão."Pela quantidade de armas que havia no carro e pela reação violenta, acreditamos que o Tola tenha sido baleado", disse um policial que participou da ação. Mais tarde, moradores da Vila Aliança informaram que o corpo do traficante estava na favela. A PM não confirmou a informação.CoréiaNo dia 17 de outubro, a Secretaria de Segurança fez uma grande operação na Favela da Coréia para tentar localizar Tola. Duzentos policiais civis de delegacias especializadas do Rio resultou na morte de 12 pessoas - dez acusados de ligação com o tráfico, um policial e uma criança de 4 anos - na favela da Coréia.

CLARISSA THOMÉ E TALITA FIGUEIREDO, Agencia Estado

28 de dezembro de 2007 | 19h50

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