Líder egípcio de linha dura islâmica é condenado a um ano de prisão

Um tribunal egípcio condenou um ex-candidato presidencial islâmico de linha dura a um ano de prisão neste sábado por insultar o tribunal, informou a agência de notícias estatal MENA.

Reuters

12 Abril 2014 | 15h51

O pregador salafista Hazem Salah Abu Ismail está sendo julgado por fraude em um caso relacionado às eleições presidenciais de 2012, que trouxeram o agora deposto presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, ao poder.

Abu Ismail, que tem ligações com a Irmandade, foi desclassificado da eleição após relatos de que sua falecida mãe tinha um passaporte dos Estados Unidos. Segundo as regras eleitorais do Egito, os pais de um candidato devem possuir apenas cidadania egípcia.

Durante sua campanha presidencial de curta duração, ele construiu uma base de seguidores apaixonados entre salafistas que se opuseram amplamente à saída de Mursi um ano depois.

Abu Ismail interrompeu seu advogado nomeado pelo tribunal durante a sessão de sábado e disse ao juiz: "Eu não sinto que estou perante um tribunal", disse uma fonte judicial à Reuters.

Ele foi condenado a um ano de prisão em janeiro após fazer uma declaração semelhante.

Uma decisão sobre o caso de fraude é esperada para a semana que vem.

(Por Stephen Kalin)

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