Liderança em jogo no Morumbi

O vencedor entre São Paulo e Inter vai ultrapassar o Palmeiras e assumir provisoriamente o primeiro lugar

Anelso Paixão e Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

28 de outubro de 2009 | 00h00

São Paulo e Internacional disputam hoje, às 21h50, no Morumbi, a chance de chegar a uma condição que, há algumas rodadas, seria impensável. O vencedor do confronto entre os dois times, ambos com 52 pontos, toma a liderança do Brasileiro do Palmeiras, mesmo que possa ser apenas de forma provisória - o time de Muricy Ramalho ostenta a primeira colocação desde a 15ª rodada e joga contra o Goiás só amanhã.

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"O vencedor da partida sairá fortalecido, enquanto o derrotado vai precisar praticamente de um milagre para chegar ao título: continuará na briga, mas muito fragilizado", atesta o técnico Ricardo Gomes. "Na minha opinião, é um dos jogos mais difíceis do campeonato", corrobora André Dias.

O São Paulo necessita recuperar a hegemonia dentro do Morumbi. No próprio estádio, não vence há um mês e meio. A última vitória foi contra o Avaí (2 a 0) no dia 12 de setembro. De lá para cá, dois empates - com o Corinthians (1 a 1) e o Coritiba (2 a 2) - e uma derrota comprometedora para o Atlético-MG (1 a 0). "A gente já perdeu muitos pontos em casa, o que prejudicou nossa colocação no campeonato. Temos de parar de desperdiçar estas oportunidades", afirma Richarlyson.

Garantir vitórias em casa foi o diferencial na arrancada que a equipe deu no primeiro turno, quando pulou do final da tabela (chegou a figurar em 16º quando Ricardo Gomes substituiu Muricy Ramalho) para as primeiras posições. "Até a derrota para o Atlético-MG estávamos invictos no Morumbi. Isso mostra como este campeonato é traiçoeiro", explica o treinador.

O zagueiro André Dias hoje deve carregar a braçadeira de capitão do São Paulo, pois Rogério Ceni foi expulso na última partida, contra o Santos (vitória por 4 a 3), depois de marcar o gol decisivo. "Ele vai fazer muita falta. A gente perde uns 50% de liderança. O Rogério está acostumado a decisões como essa e ainda voltou a fazer gols", opina o jogador.

O substituto de Rogério será Bosco. "Contra o Corinthians já foi difícil decidir quem seria o substituto", lembra o treinador. "Mas o Bosco, apesar do desencontro com o André no gol (ambos deixaram Ronaldo livre para marcar), teve uma boa atuação. Já contra o Náutico (vitória por 2 a 1 em que o goleiro defendeu pênalti) a atuação foi excelente."

Mesmo sabendo da fama de retranqueiro de Mário Sérgio, técnico do Internacional - que não terá Guiñazu, suspenso -, Ricardo Gomes não espera que a equipe gaúcha jogue na defensiva. "Já enfrentei times armados por ele e lembro dele como jogador", conta o são-paulino. "Sei que ele não vai armar uma retranca. Formará o meio de campo com dois volantes e dois meias de ligação. Não vai ser um jogo fechado, mas sim muito disputado."

Tudo o que a torcida são-paulina (que comprou 11.200 ingressos para a partida com antecedência) espera é maior atenção na defesa, já que o time tomou os últimos quatro gols pelo alto. E nem zagueiro reserva o time terá por pelo menos um mês, já que Rodrigo quebrou a mão e desfalca o grupo. "Mostrei imagens e fizemos um trabalho de 15 minutos em campo", diz o técnico. "É muito pouco, mas vamos tentar acertar a marcação."

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