Líderes da Apec chegam a acordo sobre clima

Líderes da Apec (fórum que reúneeconomias da Ásia e do Pacífico) decidiram no sábado adotar uma"meta desejável de longo prazo" para a redução dos gases doefeito estufa, segundo o primeiro-ministro australiano, JohnHoward. De acordo com ele, os 21 dirigentes reunidos na cúpula deSydney concordaram que todas as nações, sejam ricas ou pobres,precisam contribuir segundo suas capacidades e circunstânciaspara a redução dos gases do efeito estufa. "Falamos sério sobre lidar de forma sensível, compatívelcom nossas necessidades econômicas, com o grande desafio damudança climática", disse Howard ao final do primeiro dia dacúpula da Apec, que termina no domingo. "Isso demonstra arelevância da Apec. Demonstra que a Apec está bastante viva eativa." ONGs ambientalistas discordam. "A Declaração de Sydney érealmente apenas uma distração de Sydney em relação à ação realsobre a mudança climática", disse Catehrine Fitzpatrick, queparticipa de campanhas do Greenpeace sobre energia. Defensores da declaração dizem que ela cria o cenário paraa cúpula climática anual da ONU, marcada para dezembro em Bali,na Indonésia, quando os participantes devem começar a discutirum tratado que suceda o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. A declaração foi vista como um compromisso entre os paísesricos e pobres da Apec, que junto respondem por cerca de 60 porcento da economia mundial. O texto de Sydney defende um objetivo global que evitaria"a perigosa interferência humana no sistema climático". "O mundo preciso reduzir, parar e até reverter ocrescimento das emissões globais de gases do efeito estufa",diz a declaração. Países em desenvolvimento, liderados por China e Indonésia,são contra termos que levem a metas compulsórias, pois tememque isso prejudique seu crescimento econômico. Eles argumentamque os países desenvolvidos deveriam assumir maisresponsabilidades no combate à mudança climática.

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