Líderes da base pedem a Ideli pressa na liberação de emendas

Líderes dos partidos da base aliada na Câmara dos deputados pediram nesta terça-feira à nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, pressa na liberação das emendas parlamentares, mas não receberam nenhum sinal de prazo dela.

REUTERS

14 Junho 2011 | 20h06

"Todos da base pediram à ministra para acelerar a liberação das emendas parlamentares", disse o líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), após a reunião de lideranças com a ministra no Palácio do Planalto, um dia após a sua posse.

"Isso não significa nenhuma pressão", acrescentou Vaccarezza.

Os líderes repassaram à Ideli um pedido de empenho de 50 por cento das emendas de 2011 até julho, reinvindicação definida durante almoço das lideranças e da qual a ministra não participou. Ela, no entanto, não sinalizou com nenhum prazo.

"As emendas parlamentares não são um estorvo, elas fazem parte do compromisso da Câmara e do Senado com o povo", disse Vaccarezza.

Segundo o líder, não houve discussão para acelerar a nomeação para os cargos de segundo escalão do governo, outro ponto de embate entre parlamentares e o Executivo, mas disse ser um ponto "legítimo" aos partidos que compõem a base.

No encontro com Ideli, os líderes expressaram a importância de "relação respeitosa e próxima" do Planalto com a base.

A insatisfação de aliados e petistas com a fraca articulação política do governo sob o comando de Luiz Sérgio foi o principal motivo que levou à saída dele da SRI.

Vaccarezza disse também que a Câmara deve aprovar na quarta-feira a Medida Provisória 527 que garante Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Segundo ele, os partidos da base tentarão fechar acordo com a oposição para aprovação da medida.

Originalmente, a MP 527 refere-se à criação da Secretaria Nacional de Aviação Civil. A RDC seria incluída como emenda à medida.

Com o regime, o governo pretende acelerar as obras e serviços previstos para os torneios. A oposição, no entanto, é contra, argumentando que põe em xeque a transparência das licitações, aumentando o risco de desvio de recursos.

(Reportagem de Hugo Bachega)

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