Líderes de quadrilha vão para segurança máxima em SP

Os detentos Marcos Antônio da Silva e Márcio Henrique Evaristo, condenados a quase 350 anos de prisão, não estão mais na Penitenciária 2 (P2) de Presidente Venceslau, no oeste de São Paulo. Eles foram transferidos hoje para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) no Presídio de Segurança Máxima de Presidente Bernardes (SP). A transferência foi determinada pelo Departamento de Execuções Criminais (Decrim), órgão da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A reportagem apurou que os dois deverão permanecer pelo menos 90 dias no RDD, onde estiveram presos o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e outros condenados famosos.Silva e Evaristo são acusados de orientar uma quadrilha, por meio de cartas, para seqüestrar três diretores da P2 e o coordenador dos presídios da região, José Reinaldo da Silva. Os parentes dos diretores e do coordenador também seriam seqüestrados. As vítimas serviriam como moeda de troca, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), e seriam somente libertados se Silva e Evaristo, além de outros detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), fossem soltos.As cartas, que tinham orientações para matar as vítimas caso os presos não fossem libertados, foram apreendidas no começo do mês numa casa em Presidente Epitácio, onde a Polícia Civil prendeu seis membros do bando. Além de três cartas sem assinaturas, os policiais apreenderam cinco veículos, 14 capuzes, uma filmadora (para gravar depoimentos dos seqüestrados) e armamento pesado. Procurada, a Secretaria da Administração Penitenciária não quis se manifestar, alegando "que não dá detalhes sobre transferências de presos por questões de segurança".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.