Líderes mundiais precisam ser mais ambiciosos

Representantes do mundo todo se juntaram no Rio de Janeiro em 1992 para decidir o que fazer para interromper a degradação do meio ambiente e garantir o bem-estar das futuras gerações. Um dos acordos aprovados durante essa reunião, a chamada Eco-92, foi o de criar a Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD), um tratado internacional destinado a proteger a vida silvestre do nosso planeta e os benefícios que ela nos dá.

Análise: Matt Foster, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2010 | 00h00

Essa convenção, formada por centenas de países, decidiu estabelecer uma série de metas para reverter a perda da biodiversidade até 2010. Este ano chegou e essas metas não foram cumpridas. Pelo contrário, estamos vivendo a maior crise de extinção de espécies desde o tempo em que os dinossauros habitavam a Terra, com a perda de uma espécie de animal ou planta a cada 20 minutos. Para piorar, a pressão sobre o meio ambiente continua aumentando, seja por efeito da mudança climática ou porque exploramos os recursos naturais de f0rma insustentável.

Em novembro, os países membros da CDB vão se reunir no Japão para estabelecer novas metas para 2020 e 2050. Uma nova visão para a conservação da biodiversidade é necessária. Os líderes mundiais precisam ser mais ambiciosos nos seus esforços para proteger a natureza e todos os bens que ela nos provê via itens essenciais, como água limpa, ar puro, remédios e alimentos. Alguns países têm feito a lição de casa e estão adotando respostas adequadas, mas ainda há um longo caminho pela frente. O Brasil, por ser um dos países com a maior diversidade do mundo, tem a oportunidade e a responsabilidade de liderar o caminho.

É DIRETOR DA ONG CONSERVAÇÃO INTERNACIONAL

E COAUTOR DO TRABALHO NA SCIENCE

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