Ligações com Mianmar derrubam assessores de McCain

Lobistas participaram de campanha para melhorar imagem do país nos EUA.

Da BBC Brasil, BBC

11 de maio de 2008 | 18h45

Dois assessores do candidato republicado à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, renunciaram depois da revelação de que a empresa de lobby deles trabalhou para melhorar a imagem da junta militar de Mianmar nos Estados Unidos.Segundo o correspondente da BBC em Washington James Coomarasamy, a revelação é extremamente desconfortável para John McCain, cujo site traz condenações fortes contra o governo militar de Mianmar, que vem sendo criticado por restringir o acesso de agências de ajuda humanitária aos afetados pelo ciclone Nargis no país.Doug Goodyear dirige a empresa de lobby DCI e havia sido escolhido por McCain para coordenar a convenção do Partido Republicado em setembro. Ele renunciou depois que a revista Newsweek revelou a ligação da empresa, no passado, com o governo de Mianmar. Goodyear disse não querer ser uma "distração" na campanha e descreveu o atual comportamento das autoridades birmanesas como repreensível.O outro assessor que está deixando a campanha de McCain é Doug Davenport, que trabalha para a DCI e teria sido responsável por uma campanha lançada, em 2002, pelo governo de Mianmar para melhorar sua imagem nos Estados Unidos. A campanha incluía denúncias contra o governo Bush pelo que descrevia como falsas acusações de abusos de direitos humanos em Mianmar.James Coomarasamy diz que apenas a presença de lobistas na campanha de McCain já é um fato polêmico, uma vez que o candidato promete lutar contra a influência de interestes especiais em Washington.No entanto, segundo Coomarasamy, o fato de que dois assessores estiveram ligados a interesses que enfrentam atualmente condenação internacional é motivo de uma preocupação ainda maior para o candidato republicano.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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