Ligado no 220, Brown fez a apresentação mais animada

O grupo Afro-Reggae abriu pontualmente às 15 horas a maratona do About Us. Ainda com público pequeno, de pouco mais de mil pessoas, e sob um bem-vindo mormaço, apesar das nuvens, Arnaldo Antunes veio na sequência fazendo uma versão compacta de seu ótimo show Iê Iê Iê. Além de canções do novo álbum, Arnaldo e banda tocaram novas versões para Consumado e o sambão Vou Festejar em ritmo de rock. Se o chão estivesse seco, levantaria poeira.

Lauro Lisboa Garcia, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2009 | 00h00

Dentre os brasileiros, ninguém foi mais festivo, falastrão e interativo do que Carlinhos Brown. Com uma superbanda de dez músicos, pegando forte na percussão e nos metais, Brown, ligado no 220, tocou guitarra e percussão, esbanjou energia (palavra repetida por ele várias vezes), com potência e animação que valiam por um trio elétrico numa rua de Salvador no carnaval. Apesar de ter tido problema de som no início, sua entrada foi impactante com o mambo Carlito Marron. Depois vieram hits dos Tribalistas (Velha Infância, Carnavália, Já Sei Namorar), da Timbalada (Beija-Flor), da carreira-solo (Maria Caipirinha), em ritmo acelerado e contagiante. Quem estava trabalhando também dançou.

Sempre falando muito, Brown soltou frases como "Dançar junto faz parte do que a gente sonha" e "A lama é uma das condições humanas". Desceu do palco, atravessou a área VIP e subiu na divisória entre a plateia premium e a de trás, mantendo o equilíbrio com apoio de um fã de pele branca. "É a mão do trabalho, de São Paulo, a mão da miscigenação", comentou, olhando nos olhos do rapaz.

Acostumado a tocar 8 horas, Brown se estendeu demais e atrasou o show de Lenine, que manteve o termômetro em alta. Tocando com um ótimo trio, ele também apostou em suas canções mais conhecidas, como Leão do Norte, Jack Soul Brasileiro, A Rede, Hoje Eu Quero Sair Só e Paciência. Nesta, com vários microfones circulando pela plateia e a letra da canção projetada no telão sobre imagens dos participantes, fez-se uma espécie de karaokê coletivo ao vivo. Só que não se ouvia as vozes das pessoas - incluindo Brown e a atriz Maria Luiza Mendonça.

No fim, Lenine chamou Brown e Arnaldo para participar da gravação de uma canção feita especialmente para uma menina chamada Amanda. A ação fazia parte do projeto A Song of Love - A Medicina da Música, especializado em criar canções personalizadas para crianças com doenças graves.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.