Ligue do celular no exterior sem susto

Preço das ligações de fora do Brasil são muito altos; veja quais são as tarifas e as alternativas para gastar menos

30 Junho 2008 | 00h00

Há algum tempo as operadoras adotam tarifas internacionais simplificadas – mas não necessariamente baratas. Antes de viajar, verifique o preço de ligar do país onde estará para o Brasil, assim como o custo de receber chamadas (veja tabelas ao lado). Nos sites das empresas também é possível se informar sobre detalhes da cobrança. Para telefonar do exterior, é preciso ativar o serviço uma única vez com a sua operadora. Mas, antes de se empolgar com o uso do celular como se estivesse no Brasil, faça as contas. Ou pode tomar um susto, como o farmacêutico-bioquímico Atílio Andreghetto, de 50 anos. Ele e a esposa Maria Aparecida viajaram para a Europa no ano passado enquanto a filha passava uns dias nos EUA. "Tínhamos de falar com ela e com pessoas no Brasil e gastei R$ 700. Não esperava um valor desses porque foi a primeira vez que usei o celular fora do País. Agora levo o telefone só para uma emergência e compro um cartão telefônico pré-pago para ligar", diz Andreghetto. TARIFAS "Quando vai viajar, o consumidor fica nas mãos da operadora. Por isso é importante se informar com antecedência", diz Maria Inês Dolci, da ONG Pro Teste, de defesa do consumidor. Ela critica a falta de um padrão para a cobrança de ligações internacionais. Apesar de ser mais fácil entendê-la, há pegadinhas. Certas taxas são em dólar e outras, em reais. Dependendo da empresa, é cobrado um preço de deslocamento além do valor para receber a ligação. Nenhuma das três principais operadoras de São Paulo – Vivo, Tim e Claro – tem pacotes especiais para quem viaja ao exterior do tipo "pague R$ 100 e fale 30 minutos". E nenhuma ligação feita fora do País é contabilizada nos minutos dos planos pós-pagos. Cada ligação internacional é à parte de seu plano. "É complicado oferecer pacotes porque cada operadora visitante (dos outros países) cobra preços diferentes. Fazemos promoções pontuais como em julho, quando haverá desconto de 30% para ligar da Argentina e do Chile", diz Fiamma Zarife, diretora da Claro. DICAS Um dos maiores perigos é não resistir à tentação de atender a ligações do Brasil. Quem está ligando pode nem saber que você está viajando e paga uma ligação local. Quem paga a diferença pela chamada internacional é o dono do telefone. E, como nem todas as operadoras têm o serviço de identificação de chamada (bina) em todos os países, nem sempre é possível saber se a chamada é importante ou não. Segundo Fernando Duschitz, gerente de roaming da Vivo, a identificação depende da operadora local. "Funciona na maioria dos países da Europa e da América Latina", diz. Já Marco Lopes, diretor de marketing da Tim, diz que a empresa tem parcerias para a identificação de chamadas em todos os países. "Pode ocorrer falha na hora de transferir a ligação, mas, em princípio, funciona." Uma opção segura é deixar o celular desligado, com uma mensagem na caixa postal informando que você está exterior e sugerindo o envio de um e-mail ou mensagem de texto (SMS). De quando em quando, você liga o celular e checa as mensagens. Já os e-mails devem ser checados preferencialmente em um computador. Se não puder desligar o fone, o jeito é alertar amigos, parentes e colegas sobre a viagem. Mais uma dica: o preço das ligações recebidas é sempre menor do que o de telefonemas feitos para o Brasil. Se precisar falar com freqüência com pessoas que ficaram no País, peça para elas ligarem para você.

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