Lindemberg está ansioso pelo depoimento nesta 5ª, diz defesa

Acusado de matar a ex-namorada e outras quatro pessoas serão ouvidas pela Justiça, no Fórum de Santo André

Carolina Freitas e Simone Menocchi, Agência Estado e O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2009 | 18h12

Acusado de assassinar a ex-namorada Eloá Pimentel, de 15 anos, em outubro, o jovem Lindemberg Alves, de 22, aguarda com ansiedade esta quinta-feira, 8, quando falará à Justiça pela primeira vez. Ele recebeu nesta quarta-feira, 7, a visita dos advogados Ana Lúcia Assad e Eduardo Lopes, no Presídio II de Tremembé, no interior de São Paulo. "Conversamos e posicionamos ele sobre como estão as coisas", disse Ana Lúcia à Agência Estado. "Qualquer pessoa na posição dele estaria bastante ansiosa. É o que ele está sentindo."    Veja também: Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Todas as notícias sobre o caso Eloá         Especial: 100 horas de tragédia no ABC     "Viemos orientar Lindemberg quanto ao depoimento de amanhã. Viemos dizer como será", limitou-se a dizer Lopes. Ainda segundo o advogado o jovem vai presenciar todos os depoimentos. A defesa ainda não definiu se Lindemberg falará sobre o crime ou permanecerá em silêncio. A decisão só será tomada depois da fala das testemunhas, que serão ouvidas pelo juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da Vara do Júri de Execuções Criminais, antes de Lindemberg.   A audiência começa às 9 horas no Fórum de Santo André, no ABC paulista, onde o crime aconteceu. O acusado tem o direito de assistir aos depoimentos, desde que as testemunhas consintam. Depois dessa audiência pode ser decidido se Lindemberg vai ou não a júri popular. O jovem responde por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e com impossibilidade de defesa da vítima -, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparo de arma de fogo.   Serão cinco testemunhas de acusação e dez de defesa. Entre as de acusação, estão quatro vítimas - Nayara Rodrigues, outros dois adolescentes, todos de 15 anos, e um policial que Lindemberg teria tentado atingir ao disparar uma arma da janela do apartamento. "As testemunhas dele são pessoas que conviveram com ele antes da morte e podem dizer sobre a conduta dele", disseram os advogados de defesa de Lindemberg.    Eloá, Nayara, e os dois adolescentes foram feitos reféns no apartamento em que morava Eloá, num conjunto habitacional da cidade. Os dois meninos foram liberados depois de nove horas. Nayara foi libertada após um dia, mas voltou ao prédio com o consentimento da polícia e virou refém outra vez. No desfecho do caso, policiais invadiram o apartamento. Eloá levou um tiro na cabeça e morreu no hospital. Nayara foi atingida no rosto e na mão.

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