Lindemberg recebe a visita de duas irmãs em Tremembé

Embora tenham negado ser parentes do jovem, funcionários confirmaram que eram visitas para Lindemberg

Simone Menocchi, de O Estado de S. Paulo ,

01 Novembro 2008 | 12h20

Lindemberg Alves, de 22 anos, recebeu pela primeira vez a visita da família neste sábado, 1º. As duas irmãs de Lindemberg foram até a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo. As duas estavam acompanhadas de um casal, que ficou do lado de fora da penitenciária. As irmãs de Lindemberg chegaram ao local por volta das 8h30 e saíram por volta das 15 horas, sem falar com os jornalistas. Lindemberg é indiciado pelo seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, que foi mantida refém por quase 101 horas no apartamento em que morava com os pais, em Santo André, no ABC Paulista.   Veja também: Pai de Eloá tem 15 dias para se apresentar ou será julgado  Juiz aceita acusação contra Lindemberg e pai de Eloá Leia a íntegra da denúncia entregue pelo promotor  Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg  Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá      Apenas as duas mulheres tinham autorização para visitar Lindemberg, que está em uma cela no Pavilhão 1. Elas visitaram o irmão dentro da cela onde ele é mantido e também fizeram uma refeição - por volta das 11 horas - no pátio do presídio. O grupo negou que estava em Tremembé para visitar Lindemberg, no entanto, quando as irmãs dele entraram no presídio, agentes penitenciários confirmaram aos jornalistas que a visita era para o seqüestrador. Jornalistas que estavam do lado de fora do presídio chegaram a ser ameaçados pelo casal, que ficou o tempo todo do lado de fora.   Na quinta-feira, 30, os advogados de Lindemberg estiveram em Tremembé. Foi a segunda visita de Ana Lúcia Assad e Edson Pereira Belo da Silva desde que ele foi transferido. Após sair da visita, a advogada de Lindemberg afirmou que ainda é cedo para pensar em um pedido de habeas corpus. Mesmo assim, disse que a defesa ainda estuda todas as possibilidades, uma vez que nada foi juntado ao processo, como laudos periciais e provas. "Seria inconseqüente falar sobre isso agora", frisou.   Na quarta, Lindemberg deixou o cárcere de isolamento do RO (Regime de Observação) oficialmente, mas funcionários de dentro da penitenciária garantem que há pelo menos uma semana ele já estava fora do RO, em uma cela com outros dois presos. A informação foi negada pelos advogados. Tremembé fica a 138 km de São Paulo e é de segurança máxima. A unidade recebe presos com risco de vida por cometerem crimes hediondos, além de ex-policiais, filhos de funcionários públicos, ex-funcionários públicos.   Lindemberg é acusado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima) de sua ex-namorada Eloá Cristina Pimentel e por tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Nayara Rodrigues, 15 anos, amiga de Eloá. Ele ainda responderá por tentativa de homicídio qualificado contra o sargento Atos Antonio Valeriano, durante a invasão da PM ao cativeiro e outras quatro denúncias por disparo de arma de fogo e cinco vezes por cárcere privado - duas vezes em relação à Nayara e as demais referentes a Eloá, e aos jovens Victor e Iago, libertados no primeiro dia do seqüestro. As denúncias foram acatadas na terça pela Justiça de Santo André, no ABC paulista.   Texto alterado às 19h40 para acréscimo de informações.

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