Língua sempre gelada

Como provador oficial da Dreyer"s Grand Ice Cream, braço da Nestlé nos Estados Unidos, o químico americano John Harrison passa o dia experimentando sorvetes. E cabe a ele aprovar a receita final. Por dia, toma pelo menos 60 tipos. Ele conta que começa pelo de creme, o mais "neutro", e termina com os potentes, quase sempre de chocolate. Antes de colocar na boca, mistura bem para liberar os aromas. A cada colherada (usa uma colher de ouro para evitar retrogosto), deixa o gelado percorrer a superfície de sua língua por inteiro, acionando as papilas gustativas. A busca? O equilíbrio entre o creme fresco, adoçantes e sabores naturais dos sorvetes da marca californiana para a qual trabalha.

O Estado de S.Paulo

29 Julho 2010 | 02h27

Quarta geração de uma família de sorveteiros, Harrison, 65 anos, é provador da Dreyer"s há três décadas. Em 1985, teve sua língua segurada em US$ 1 milhão. Por conta disso, precisou redobrar os cuidados com sua ferramenta de trabalho. Durante a semana, evita comidas picantes, alho, cebola, bebidas quentes e frias, álcool e cigarro. Mas já na sexta à noite, abusa: encara feliz algumas fatias de pizza de pepperoni.

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