Linha de transmissão do Madeira entra em operação em dezembro

A primeira linha de transmissão de energia entre Porto Velho (RO) e Araraquara (SP), que interligará as usinas de Jirau e Santo Antônio ao Sistema Interligado Nacional, entrará em operação em dezembro de 2012, com nove meses de atraso ante o prazo estabelecido pela Aneel, mas dentro da estimativa que já havia sido divulgada pela empresa responsável pelo projeto.

REUTERS

08 Maio 2012 | 17h00

De acordo com a IE Madeira, o atraso da entrada em operação irá afetar o faturamento inicial previsto pela operação da linha, segundo o diretor técnico da empresa, Armando Ribeiro de Araújo.

"Os nove meses que nós perdemos, perdemos de faturamento", disse ele a jornalistas nesta terça-feira, detalhando que a receita anual pela operação da linha é de 180 milhões de reais. Considerando que o projeto atrasou nove meses, a perda de faturamento seria de cerca de 135 milhões de reais.

Araújo disse que o IE Madeira irá pedir à Aneel a extensão do prazo da concessão em nove meses para compensar essa perda.

"O que demorou nesse processo foi realmente aprovação dos termos de referência", disse o executivo sobre um dos processos que deve ser realizado pelo Ibama dentro do licenciamento ambiental do empreendimento.

Já as duas subestações conversoras que o IE Madeira está construindo dentro do projeto devem ficar prontas em abril de 2013, dentro do prazo estipulado pela Aneel.

Os investimentos estimados na linha de transmissão de 2.383 quilômetros de extensão e nas duas subestações conversoras é de 3 bilhões de reais.

O IE Madeira é formado pela Cteep (51 por cento), Furnas (24,5 por cento) e Chesf (24,5 por cento), as duas últimas do grupo Eletrobras.

A linha de transmissão, que está sendo construída pelo IE Madeira se conecta às subestações conversoras de um outro consórcio.

"A nossa linha vai ficar pronta no fim deste ano e as subestações deles... devem entrar em operação em setembro deste ano", disse o diretor técnico do IE Madeira.

(Reportagem de Anna Flávia Rochas; Edição de Roberta Vilas Boas e Carolina Marcondes)

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